quarta-feira, novembro 12, 2025

| Segunda-Feira

Segunda-feira não é dia para aventuras nem tropelias.
É dia de entrar no elevador sem pressa, apesar da hora tardia.
Abrir a porta que ficou no trinco, sorrir, porque me esperas.
Cabelo despenteado, camisola larga de dormir, sem mais nada.
No peito, planetas desenhados; no olhar, o universo.

O teu beijo é o paradoxo habitual, entre o conforto e o arrepio.
O resto do risoto de domingo, o resto da conversa do dia
O resto de um abraço na cama, um adormecer igual.
Uma segunda-feira banal que podia ser o resto, de uma vida.

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