** Vidas
Vivemos tantas vidas. Utopias, gestos inocentes, as primeiras linhas de toda uma história. Ao descer a rua, os olhares que se cruzam, a rapariga sentada na esplanada, o copo meio, a cadeira em frente vazia. As memórias do que não existe. A água gelada, a vontade de abandonar quase tudo e trocar por nada.
Vivemos tantas vidas, tanto por escrever, tanto tempo, tudo o que fica por dizer. A vida que resta, a que temos, a que é partilhada com os outros, é desta forma e nestes contornos, é desenhada com estas cores e escrita com estas palavras, por acaso. É a vida que temos, mas poderia ser outra, outros gestos, outros desejos, se não tivéssemos continuado a descer a rua, se nos tivéssemos sentado na esplanada.
Pelo caminho ficam sempre vidas por viver.
segunda-feira, agosto 27, 2007
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