| Tina
Não aprendi ainda a ver quem és, o que significas ao certo para mim. A verdade é que via como eras, como foste, como te imaginei um dia.
E quando por momentos invocava a tua imagem, por precisar de não esquecer, por precisar de nunca te esquecer, o que via era ilusão, imagem vaga do que restou, de um passado em que foste quase, apenas quase, real para mim.
Observei-te há dias, de forma crua, sem recorrer a qualquer memória, nem artifícios, nem filtros. Deixei por momentos de lado a camada de ilusão que me tolda sempre a perceção de ti e observei apenas. Não encontrei a menina de 22 anos, a mulher de quase 40 que olhava para mim; não eras tu. A meio do caminho não aprendi a ver quem és.
No final, como sempre, beijo-te, e os beijos são iguais, e tu és igual, nada mudou. Quando vou embora olho para trás, e tu ficas sentada a ver-me sair, e és exatamente igual ao que eras quando te conheci.
Não aprendi ainda a ver quem és.
segunda-feira, julho 16, 2007
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3 comentários:
A amar e olhar sem óculos escuros no entendimento quase não acontece.. por isso o povo diz que a quem ama, o feio bonito lhe parece.. porque se vê o que se sente, e não o que está lá..
Errata do comentário anterior: ignorar o primeiro A..
a questão não era se era feio ou bonito...a questão é o tempo q passa
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